quinta-feira, 5 de março de 2015

Diário de Débora :: Em um conto de fadas...

Oi meninas, curiosas pra saber o que aconteceu no pós-parto? Então vamos nessa...
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Eu estava apagada mas ouvindo tudo e depois que o obstetra disse que se eu não melhorasse com aquele medicamento ele teria que retirar meu útero, fiquei totalmente desesperada, acho que pensei tanto em Deus e na minha família que, em pensamento, disse: "O senhor é meu pastor e nada me faltará!".
Ele me deu a chance de amar mais um ser humano e como num piscar de olhos, acordei! 

A primeira pergunta foi "Caramba, pra quanto foi minha pressão?", o médico respondeu que tinha caído pra 70x30mmhg (7 por 3), ou seja, quase fui pro beleléu mesmo hehehehe!
A minha pressão mínima quase zerou e isso é muito ruim, pois falta pressão do sangue em órgãos importantes como cérebro, coração e outros mais delicados, mas graças a Deus eu voltei e sem sequelas, o que é muito importante. 

O médico conseguiu parar a hemorragia com a última medicação e fiquei na sala de pós-parto mais uma hora pra terem certeza de que eu não ia sangrar mais. Eu estava ansiosa pra pegar minha princesa nos braços e ela estava chorando bastante. 
Assim que foi possível fui pro quarto com Maria Vitória nos braços. A alegria e felicidade desse momento são intensas, transbordam no olhar e explodem nas palavras em tons agudos imitando uma criança. Até hoje não entendo por que falamos assim com os bebês, fico meio constrangida de ouvir as gravações que tenho com essas vozes.
A primeira mamada foi tranquila, tirando a auxiliar de enfermagem apertando meu peito como se fosse uma espinha, o resto foi sensacional! Maria pegou certinho para mamar e sugou bem o colostro (substância que sai do peito nos primeiros dias, de cor marrom clara variando até o amarelo, é rico em gordura e anticorpos, essenciais e suficiente para os bebês nesse período). Depois de duas noites no hospital fomos para casa.



Durante o primeiro mês minha mãe ficou comigo e foi muito bom. Ela sempre me transmitiu segurança, confiança e tranquilidade. Ela é daquelas mães que não ficam dando palpites, comparando as criações e fazendo as coisas pelas costas, por isso e por outras qualidades dela que digo que tenho a melhor mãe do mundo! 
Tive também ajuda de uma secretaria do lar que ficou durante os três primeiros meses da Mavi, por isso pude curtir plenamente essa fase dela e das terríveis cólicas. Essas cólicas deixam as crianças chorosas e mães descabeladas... Mas tenho conhecimento de que elas são passageiras e fisiológicas, ou seja, por mais que façamos de tudo para amenizá-las, o organismo dos bebês é imaturo e está se desenvolvendo para aprender a controlar os movimentos do intestino que, com o tempo vão ficar organizados e indolores.


Apesar das cólicas, a Mavi dormia bem a noite, acordava apenas pra mamar e o tempo das mamadas era o sonho de todas as mamães, de 5 a 10 minutos e já estava satisfeita. Na primeira semana eu tive fissura nos dois mamilos, sentia muita dor ao amamentar, mas não desisti. Usei o próprio leite para cicatrizar e também uma pomada a base de lanolina que não necessita ser retirada antes das mamadas.
Eu falo sempre que amamentar é difícil, mas a recompensa é sensacional. O contato com o bebê é maravilhoso e saber que você está nutrindo seu filho é uma bênção de Deus mesmo.
Ela se desenvolveu muito bem nesse período, engordou mais do que a média, sempre só no peito. A frequência das mamadas era pouco controlada, mas eu sempre evitava dar mamar antes de uma hora e meia pois percebia que ela mamava menos e não chegava no leite que tem mais gordura e vem depois do leite aguado inicial (que mata só a sede). 

Após esse período de cólicas, eles entram no período de dormir mais a noite e menos durante o dia, ficam mais espertos e querem começar a brincar. Essa próxima fase, depois dos 3 meses, eu conto no próximo post! 

Beijos, 


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